Estamos com problemas! Mas quem é o culpado?

Na minha infância (sim, eu tive infância), era uma brincadeira comum dizer “Eu corto meu pescoço, mas não digo quem foi…” apontando o dedo para o culpado, mas mesmo quando estamos mais velhos será que ainda “brincamos” desta forma?

A atitude de buscar um culpado pelos problemas é comum na nossa sociedade, mas qual é a utilidade de identificar o culpado? Seria para que o “culpado” explique a causa do problema, a fim de utilizar esta explicação para buscar uma solução, e depois de solucionado, utilizar do conhecimento adquirido para evitar que o problema se repita? Ou simplesmente para se esquivar do problema, amenizando nossa carga de responsabilidade?

Mas porque não resolver o problema? Para esta pergunta temos que conhecer dois pontos comuns do meu, do seu, do nosso egoísmo:

Atitude egoísta número um: “eu sou fruto da minha formação”, logo se eu sou ninguém é culpa do governo, da família, da escola, do trabalho, da religião e outra instituição qualquer ou algum problema que possuo e não posso (ou quero) superar. Esta atitude pode ser denominada “conformismo”, pois é mais fácil se passar de vítima do mundo a sua volta, do que enfrentá-lo! Da atitude de enfrentar o “conformismo” encontramos Homens e Mulheres que mudaram, mudam e mudarão o mundo a sua volta.

Atitude egoísta número dois: “não fui eu que comecei”, logo se meu governo, família, escola, trabalho, religião ou qualquer instituição que julgo fazer parte estão com problemas, eu não farei nada, pois eu não sou culpado. Esta atitude pode ser denominada “individualismo”, pois é fácil deixar o grupo quando grupo esta com problemas, do que ajudar a solucioná-los. Quando deixamos de pensar somente no nosso bem-estar, pensando no bem-estar do grupo, encontramos nosso papel na sociedade, nossa vocação.

Egoísmo é sinônimo de imaturidade, e é muito fácil se conformar com a imaturidade, é só não fazer nada!

Quando nos deparamos com os problemas, ao invés de buscar um culpado para nos esquivar, procuremos a solução destes problemas, e se depois existir um culpado (pessoa que por negligência ou por falta de conhecimento causou o problema ou pessoa mal intencionada), corrija-o para que não aconteça novamente (lembre-se que corrigir não é sinônimo de humilhar).

Não esqueçamos que somos parte de diversas instituições formais e informais (governo, família, escola, trabalho, religião), e mesmo que uma instituição que não façamos parte possua problemas…

“Quando a casa do vizinho está pegando fogo, a minha casa está em perigo.”
Horácio

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